Hoje vota-se (em) Portugal. Talvez digam os experts na matéria (e tantos os há – os que são e os que pensam que são), que estas serão porventura as eleições mais renhidas mas igualmente as mais condicionadas.
De qualquer forma, caberá ao Povo a escolha daqueles que quer ver à frente da gestão na Nação nos próximos 4 anos. Dos programas políticos disponibilizados à leitura atenta dos cidadãos, subjazem linhas de acção sempre condicionadas pela “externalização” do financiamento do país. Pessoalmente preocupa-me mais como lidaremos com a estrutura de custos do país do que com o facto de pedirmos ajuda ao exterior. É tudo uma questão de compromisso: em primeiro lugar connosco próprios e depois com os outros. O Compromisso é a palavra com a qual sempre nos habituámos a viver (ou não…) e o seu bom ou menos bom entendimento conduzir-nos-á a uma boa ou menos boa imagem e credibilidade junto dos nossos parceiros.
Hoje, mais do que esquerda ou direita, mais do que o Sr. A ou Sr. B para Primeiro Ministro, é o momento de todos os que desde sempre se manifestaram, por tudo e por nada, por isto ou por aquilo, se apresentarem às urnas e participar nesta decisão.
Pessoalmente, subscrevo as palavras do nosso Presidente. Definitivamente, não reconhecerei moral, direito à manifestação e legitimidade para opinarem nos próximos 4 anos se hoje não exercerem um dos mais basilares direitos fundamentais do nosso estado democrático – o do Voto.