Mais radical do que mudar de local de trabalho é…. mudar de sistema operativo! Se é pela boca que morre o peixe, então fui apanhado.
Para quem sempre disse que “PC’s NUNCA!”, ora aí está: novo emprego e um portátil windows – Vista! Hoje sei dar valor a todos os utilizadores windows: não é qualquer um que tem paciência para gastar rios de tempo em actualizações, configurações, partições e outros “ões” que fazem do dia-a-dia dos PC’s autênticos desafios à paciência do mais paciente dos Santos.
Gostos não se discutem mas a falta de gosto já é outra coisa….
O Sistema Sim-Cidadão foi criado em 2005 pela Portaria nº 5081/2005 e consubstancia a centralização do Cidadão no Serviço Nacional de Saúde. Por outras palavras, o Sistema Sim-Cidadão dá voz ao Utente do SNS dando seguimento às exposições por este apresentadas quer junto dos Gabinetes do Utente quer por via do Livro Amarelo. Apesar de recente enquanto sistema integrado, este teve início em 1986 com a criação dos Gabinetes do Utente nos hospitais e centros de saúde.
Actualmente sob dependência do Departamento da Qualidade na Saúde na Direcção-Geral da Saúde, o Sistema Sim-Cidadão é constituído hierarquicamente pelos Gabinetes do Utente que reportam aos respectivos Observatórios Regionais presentes nas 5 ARS. Estes fazem-se representar no Observatório Nacional de Apoio ao Sim-Cidadão que tem como atribuições: acompanhar e monitorizar os indicadores de qualidade associados aos níveis de satisfação dos utentes utilizadores do SNS.
De facto foram precisos alguns anos para voltar a Lisboa e desta vez, para vestir a camisola de verdadeiro lisboeta. Se sempre fui adepto de transportes públicos, foi também desta que me tornei (quase) um fanático. Se não contarmos somente com as inúmeras vantagens económicas, as questões ecológicas também são de considerar.
O Cartão Lisboa Viva oferece além da comodidade de poder circular livremente por Lisboa nos mais diversos operadores de transportes, um conjunto de vantagens sobre a forma de descontos com alguns parceiros de serviços como sejam por exemplo os Cinemas Zon Lusomundo. Nestes, o preço dos bilhetes passa a ser o de 2ª feira… em qualquer dia da semana.
Também o teatro, o Oceanário, o Zoo e outros serviços são contemplados com descontos que, por mais discretos que sejam, são sobretudo complementares das vantagens em usar os transportes públicos.
Sendo certo que ainda sou um rookie nesta arte que é a de criar Killies, não posso deixar de escrever uma pequena nota de parabéns a todos os que em nome da APK souberam mostrar um excelente certame de aquariofilia.
Pessoalmente, foi para mim mais uma lição e um conjunto de ideias novas para o fishroom lá de casa. No final lá se conseguiram mais uns exemplares para a colecção.
Que haja sorte e saúde, porque peixes e água não faltam lá por casa….
Um dia, talvez com a arte e o engenho que me ainda me faltam, mostrarei as fotos e os exemplares que por estas bandas vão nadando….
Imagine-se um dos países mais desenvolvidos no Mundo e que “só” agora tenta implementar um serviço nacional de saúde universal e acessível a todos… Imaginem-se mais de 40 milhões de cidadãos sem cobertura de saúde nesse país…
Para quem se queixa do que tem é sempre bom lembrar que o Nosso comemora este ano o seu 30º aniversário! Apesar das fragilidades, todos temos acesso à saúde!
É nossa responsabilidade zelar para que dure mais 30 anos…..
Lawrence Johnston Peter publicou em 1971 o “The Peter Principle: Why the things always go wrong“. Criticado e muitas vezes chamado de radical extremista, Peter formulou que numa estrutura hierarquizada, os colaboradores são promovidos até ao seu primeiro patamar de incompetência. Ou seja, por outras palavras, que em organizações meritocráticas os colaboradores que prestam bons desempenhos em determinada função tendem a ser promovidos a patamares onde já não possuem a mesma eficiência e competência para desempenhar as novas tarefas. A função “despromoção” ao não existir, hipoteca o bom desempenho das organizações ficando assim a ser “lideradas” por colaboradores menos competentes. A isto denominava Peter por “nível de incompetência”.
Se pararmos um pouco poderemos perceber que Peter não estava tão errado quanto muitos do seu tempo queriam fazer crer.
Desde há muito que se defendem políticas de saúde centradas no cidadão e práticas gestionárias com enfoque nos utentes. A própria intervenção do utente/cidadão junto das instâncias de saúde aos seus mais diversos níveis, tem sido alvo de forte preocupação pelas tutelas mundiais.
No entanto, e do ponto de vista meramente sociológico, os hospitais são desde longa data um forte bastião das classes profissionais que neles operam. Palcos de fortes assimetrias de informação entre quem recebe e quem presta cuidados; organizações profundamente enraizadas na cultura médica da tecnicidade que em muito se afastaram da vertente humanitária que as instituições do pré-SNS tinham como chancela. Os tempos, é bem certo, mudaram. Do tempo dos sanatórios geridos pelas Misericórdias aos hospitais EPE de hoje, a filosofia assente numa medicina dita “defensiva” em nada tem aproximado os utentes (e acompanhantes), do direito de informação que muitas vezes lhes é, diria, dificultado.
No passado dia 14, decidiu o legislador de forma definitiva consagrar na letra de Lei o direito de todo e qualquer cidadão em se fazer acompanhar dentro dos serviços de urgência do SNS. Só quem ainda não entrou num serviço de urgência no papel de utente/doente, é que não tem os recursos necessários para entender o quão fundamental é fazer-se acompanhar por alguém da sua referência. Em prol da defesa do seu bem-estar, em defesa do seu direito de ser informado e “defendido” face à solidão de estar num local desconhecido, em posição de desfavorecimento pela doença e onde a sua palavra (muitas vezes) não é ouvida com a atenção que merece.
Por outro lado, a Lei nº 33/2009, traz um cariz responsabilizador quer a prestadores quer a utentes. Nela se subentende a exigência de dotar cada serviço de urgência da necessária capacidade de interagir com a sua população. Mais do que espaço fisico para os acompanhantes, o desafio é “adaptar” as mentes para que junto dos utentes alguém possa estar presente para os “defender” e para lhes conferir a “palavra amiga” que por frequentes vezes falta nos processos de tratamento eminentemente tecnológicos.
No papel de utente o meu agradecimento pelo gesto. Esperemos que o mesmo seja entendido da mesma forma por todas as instituições.